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Baixada Santista é a terra dos cemitérios verticais
30/05/2009
 


Os cemitérios verticais ainda não são comuns nos grandes centros brasileiros, apesar da realidade crescente em várias partes do mundo.


Empreendimentos do gênero podem ser vistos em poucas capitais, como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Brasília, mas a Baixada Santista tem motivos para fugir à regra nacional. Santos e São Vicente possuem três opções diferentes no mercado: o Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, o Metropolitano Cemitério Vertical e o Memorial Vicentino, em São Vicente.


Pioneiro na região, o Memorial trabalha com um público seleto que se dispõe a pagar até R$ 18,9 mil por um lóculo, se comprado com antecedência no regime preventivo. Possui um prédio de 14 andares e prevê o lançamento de outro, também em Santos, que promete ser o mais alto da Baixada Santista, com 108 metros de altura. A mensalidade de manutenção é de R$ 50,00.


Em São Vicente, o Metropolitano Cemitério Vertical oferece 13.200 lóculos e 3.600 ossuários divididos em doze andares. O empreendimento aposta no atendimento personalizado, na estrutura impecável e na qualidade dos serviços. Um lóculo custa até R$ 9 mil, financiado em até quarenta e oito vezes, com taxa de manutenção de R$ 25,00 mensais, pagos sempre trimestralmente.


O Memorial Vicentino, também em São Vicente, é uma obra de oito andares que conjuga quatro mil lóculos e mil ossuários. O preço chega a R$ 5,5 mil, financiado em até 48 vezes, com taxa de manutenção em R$ 18,00. Em todos eles, os preços para pronto sepultamento têm acréscimos. Consultores recomendam visitar os locais e conhecer a estrutura antes de fechar negócio.


Vantagens


Os cemitérios verticais são considerados alternativas inteligentes porque são ecologicamente corretos – não contaminam o ar, o solo e o lençol freático com o necrochorume -, não estão sujeitos a chuvas ou geadas e racionalizam espaço. O que, no caso da Baixada Santista, é um fator determinante para o sucesso dos empreendimentos. “Temos um problema sério de espaço na região conciliado com o nosso tipo de solo. É difícil encontrar um terreno ideal para a construção de um cemitério horizontal, o que torna os cemitérios verticais uma necessidade para a população e para o poder público local”, explica Viviane Toledo, administradora do Metropolitano Cemitério Vertical. Outra opção, os cemitérios parques, também esbarra na falta de espaço, pois necessitam de grande área verde, que não pode ser de preservação.


A tranqüilidade do cliente também reforça as vantagens dos cemitérios verticais. Ele não precisa se preocupar em retirar os despojos do ente querido em três anos. “No caso do Metropolitano, o cliente só se preocupa com os despojos se houver uma segunda utilização do lóculo. Nos cemitérios públicos, a tendência é de que essa necessidade já ocorra após três anos do falecimento, o que gera um desconforto sensível para a família”, descreve Viviane.


Prevenção


A modalidade de venda que mais cresce nos cemitérios é a preventiva, que também possibilita uma série de vantagens para o cliente. Além da economia, há a possibilidade de tratar do assunto sem a pressão de um falecimento. “A pessoa está com a parte emocional legal para procurar, pesquisar e negociar. Se deixa para tratar na hora da necessidade, ela ainda tem uma série de providências legais obrigatórias que o momento delicado exige. Muita gente nem sabe o que fazer: se vai para o hospital, para o serviço de luto. E ainda acaba pagando mais caro por tudo”, adverte Viviane. “Se a pessoa já realizou a compra anteriormente, basta dar um telefonema para a nossa central. A gente se preocupa com o resto”, conclui.



 





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