Teve um dia que sempre colocava comida na varanda à noite para que o Pingo e a Mole, minha gata, comece de madrugada e assim ficou algumas semanas. Até que uma certa noite eu vi um gato diferente que possivelmente vinha comer a comida dos meus dois gatos, quer dizer, se eu fosse uma pessoa maldosa certamente eu faria algo de ruim para que aquele gato não ficasse roubando mais comida que eu colocava para os meus gatos. Mais não fiz nada, apenas espantei o gato e não vi mais ele.
Eu pensava, eu não vou fazer mal a nenhum gato e espero que ninguém faça mal aos meus também, só que realmente após muito tempo, seis anos, algo de ruim aconteceu com o meu gato chamado Pingo.
Em 2002, chegou em minha casa o meu novo gato, nome – Pingo, ele era tão pequeno que cabia na palma da mão, assim que ele acabava de comer ele ia dormir em cima do meu ombro, ou no ombro da minha mãe. O tempo foi passando e Pingo foi crescendo, ficou enorme, nunca pensei que ele iria ficar tão grande, é claro que eu minha mãe sempre sonhamos em ter um gato grande, já que os outros antecessores de Pingo eram raquíticos e pequenos mesmo depois de adulto.
De Pingo só tinha o nome, como ele era grande e meio gordo, eu e minha mãe demos alguns apelidos a ele como por exemplo; Grandão, Gorducho, Menino e Pingão!
O nosso gato era tão esperto que atendia por todos esses apelidos. Pingo era muito precavido, ele não se aproximava de gente estranha, se ele tivesse em casa quietinho ou dormindo e chegasse visita em casa, ele saia correndo para se esconder.
A rotina de Pingo era quase sempre a mesma, como qualquer outro gato. Ele vinha pra casa, eu dava comida a ele e ele saia pra rua, rua o que eu digo são os telhados das casas, com alguma certa freqüência eu dava comida a ele, após ele comer ia dormir, ou na minha cama, na cama da minha mãe, embaixo da mesa, em cima da cadeira, enfim, essa era a rotina do meu gato chamado Pingo, até que um dia ele não voltou mais pra casa.
Eu ficava imaginando, como um gato tão esperto e bem alimentado sumiu de uma hora pra outra? – Sempre que ele chegava da rua eu dava comida a ele, se ele vinha cinco vezes pra casa era cinco vezes que eu botava comida pra ele e ele comia. Sempre tive medo de que se ele não fosse bem alimentado em casa ele saisse pra busca comida na casa dos outros ou revirar as lixeiras que tem por aí. Assim que Pingo acabava de comer e ia pra rua eu falava pra ele;
- Pingo, fica em casa vai dormir na cama, cuidado que a rua é perigosa!
– Pingo parava no meio da varanda ficava balançando a ponta do rabo e ia embora, de vez em quanto ele desistia de sair e ia dormir na cama.
E assim se seguiu a rotina do gato chamado Pingo. Sinceramente eu até agora não me conformei com a sua morte, eu sempre acho que ele vai voltar pra casa a qualquer momento me pedindo comida e depois ia dormir na cama. É muita maldade que as pessoas fazem aos animais, só porque os gatos ficam brigando nos forros das casas ou em cima do telhado as pessoas acham que tem o direito de matar os gatos só porque se sente incomodada com o barulho.
Já me acordei várias noites com briga de gatos no meu telhado (antes de fazer a laje), mais nem por isso eu saía matando gato de ninguém, quando a casa tem forro, o dono simplesmente deve fechar a entrada para que nenhum gato entre e fique brigando dentro do forro, mais a pessoa é tão maldosa que ao invés de espantar os gatos, eles preferem botar veneno ou até mesmo da umas porradas na cabeça, fazendo que com o bichano fique impossibilitado de voltar pra casa, e acaba morrendo em qualquer lugar.
Eu preferia mil vezes que meu gato tivesse um ataque cardíaco na minha frente ou morresse de algum problema de saúde do que sentir essa angustia de ficar pensando que mataram meu gorducho por pura maldade e sem compaixão. Tudo que está na minha casa me faz lembrar do meu gato, afinal foram seis anos convivendo com ele. Pingo fazia parte da família, neste meio tempo acordei várias madrugadas para abrir a janela para botar ele pra dentro porque chovia muito, eu ainda secava ele, dava comida e voltava a dormir. Quando Pingo via que tava chovendo muito ele não saia o resto da noite, ele ia pra minha cama e dormia comigo. Vou sentir muita saudade do meu gatinho.
Quem fez maldade com ele, uma coisa é certa, aos olhos de Deus nada escapa e um dia essa pessoa vai pagar muito caro por ter feito essa judiação, não só com meu gato, mais também com todos os gatos que essa pessoa já matou.
Quando uma pessoa é muito apegada ao seu bichinho, é recomendado que essa pessoa reze um Pai Nosso e ofereça a seu bichinho para que ele descanse em paz, assim como os humanos têm alma, os bichos também têm, afinal de contas, eles também são obras do nosso Senhor Jesus Cristo. Pingo, fique com Deus Nosso Senhor Jesus Cristo, Nossa Senhora e São Lázaro – o protetor dos bichos, e até um dia.