Sesap alerta contra golpe da Vigilância Sanitária em Praia Grande
15/03/2009
Dois rapazes de moto, ainda não identificados, vestidos de jaleco branco, estão tentando aplicar golpes no comércio da Cidade. Eles se passam por agentes de fiscalização da Divisão de Vigilância Sanitária e abordam funcionários de estabelecimentos apresentando falso crachá. Os impostores dizem que vão aplicar multa no valor de R$ 14 mil, alegando supostas irregularidades na casa comercial.
A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande foi informada pelo fato por dois gerentes de padaria (uma no Bairro Tupi e outra no Guilhermina), que quase caíram no golpe. Os falsos agentes foram interceptados pelos funcionários, que ligaram para os patrões e a ação não foi concretizada. A Sesap tomou conhecimento que estes estelionatários andam de moto, mas já existiram situações anteriores em que os falsos fiscais andavam a pé ou deixavam carro próximo ao estabelecimento porque os veículos não eram oficiais e não possuíam identificação da Prefeitura.
O chefe do Departamento de Saúde Pública, Luiz Carlos Marono, afirma que para identificar verdadeiros agentes de fiscalização é fácil: “Eles usam crachás da Prefeitura na cor azul. Há também uma credencial de autoridade sanitária, inclusive com fotografia do servidor. E pode ser solicitada mediante apresentação de documentação pessoal do agente”. Os funcionários também são reconhecidos pelos comerciantes porque atuam há muitos anos neste segmento, mas não há uniforme específico.
Marono explica que comércio de qualquer área está sujeito a cair nessa prática desonesta. “Tivemos denúncia de padaria. Amanhã pode ser outro estabelecimento. Não tem como se fazer previsão alguma. Qualquer um pode receber uma pseudo-fiscalização”, informa. Caso aconteça algo semelhante, Marono pede que a população ligue imediatamente para a Polícia, que tomará as providências cabíveis. Principalmente na temporada de verão, oportunistas se fazem passar por agentes. Há histórico de pessoas de terno e gravata na hora da suposta autuação, apenas para pegar dinheiro dos comerciantes.
Mas Marono dá um alerta: “quem vier para aplicar multas, sejam de que valores forem, com insinuações sobre a possibilidade de propina, deve ser inicialmente identificado e após imediatamente denunciado. Temos um histórico de pessoas que se fazem passar por fiscais apenas para extorquir mediante este tipo de ameaça. É bandido mesmo”, disparou.
Em casos de extorsão, Marono orienta para que seja chamada a Polícia Militar (190). Em caso de dúvida sobre a legitimidade da fiscalização, deve-se entrar em contato com a Vigilância Sanitária pelo telefone: 3496-2432