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Unitrans pede apoio aos prefeitos no combate ao Transporte Clandestino
25/04/2009
 


A Unitrans (União dos Transportadores por ônibus do Litoral Norte do Estado de São Paulo), se reunirá na próxima sexta-feira, dia 17 de abril, com os prefeitos de São Sebastião e Ubatuba para solicitar o apoio no combate ao transporte clandestino. Ambos receberão a comitiva em seus gabinetes; às 10h, o encontro será com o prefeito Ernane Primazzi e às 16h, com Eduardo César.


Formada por representantes das empresas de ônibus das quatro cidades litorâneas: Ecobus e a União do Litoral (de São Sebastião); Praiamar (de Caraguatatuba), Transporte Ubatuba e Auto Viação Ilhabela, a associação tem por objetivo durante a reunião unir esforços no combate ao transporte não legalizado, que além de colocar em risco a vida da população, não tem qualquer compromisso com o Município em que atua, pois não recolhe os impostos e também não concede o passe livre aos idosos e aos deficientes físicos.


De acordo com a Unitrans, o transporte clandestino não garante qualquer atendimento médico em caso de acidentes como normalmente ocorre com as empresas de ônibus legalizadas, as quais possuem seguros e cobrem todas as despesas dos passageiros. Além disso, segundo a associação, o clandestino circula apenas nos horários de pico. "Os responsáveis pelos transportes clandestinos pensam apenas no lucro imediato, sem qualquer compromisso com a comunidade".


A presidente da Unitrans, Fábia Alves, explicou que os ônibus, ao contrário dos clandestinos, são obrigados a cumprir o itinerário e circular em horários fixos. Com essa concorrência desleal, os empresários perdem passageiros e para suprir as despesas são obrigados a aumentar o valor da tarifa. "Essa medida na tentativa de unir esforços e combater a ilegalidade é necessária para garantir a ordem, já que o transporte público está previsto em Lei e quem não está de acordo com a legislação, comete crime. Não interessa qual a gravidade. Neste caso, nós que trabalhamos com o transporte público, que recolhemos impostos, cumprimos normas trabalhistas e, acima de tudo, investimos para melhorar a qualidade do serviço prestado à população acreditamos que o crime cometido pelos transportadores ilegais é gravíssimo", comentou Fábia.


A presidente da Unitrans afirmou que o transporte clandestino coloca em risco o equilíbrio econômico das empresas de ônibus, mas acredita ser o maior prejuízo aquele causado aos usuários. "Em caso de acidentes, quem usa o transporte clandestino vai recorrer a quem? A quem pedirá ajuda? Essas são as perguntas que todos devemos fazer. É preciso estar ciente da importância de acabar com os piratas do asfalto que só pensam em tirar o dinheiro da população sem qualquer responsabilidade ou compromisso com as vidas que transportam", concluiu.



 





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